terça-feira, 26 de abril de 2011

Diversidade na Feira Central de Campina Grande



O Esfigmomanômetro

“Santa palavra”, Diversidade. Saindo despretensiosamente para fazer algumas fotos destinadas a um trabalho de fotojornalismo para o professor Paulo Matias, que me fez acordar 5:30 da manhã pra não ter que ficar com uma nota ruim (isso se ele se sensibilizar com minha apresentação que será voltada para esse feito que o mesmo me “incentivou” a realizar), preciso confessar que foi muito bom o que vi naquele local tão conhecido por muitos e ignorado por tantos. Eis a
impressão que tive em relação à grande população que Campina Grande possui.
Então, deixando de “lenga lenga” e falando sobre a diversidade, vi que ela não está apenas dentro da população brasileira e nem tampouco nos lucros e dividendos existentes no país. Vi uma grande diversidade de produtos sendo vendidos, muitas vezes num pequeno raio de dois metros. São: panelas, balaios – como fazia tempo que não via um, se não me falhe a memória, a última vez foi no sítio de meu avô em Alagoa Nova, cheio de palmas, ao quais estavam sendo utilizados para servir vacas... belo saudosismo - , cabaças, fogos de artifícios, carnes, frutas, revistas, livros, roupas, lampião – isso mesmo, ainda existe pra vender - , sandálias de couro, flores, vassouras e mais uma infinidade de coisas existentes num só lugar.

Mas não poderia deixar de falar no que mais me chamou atenção naquele humilde e, paradoxalmente falando, tão rico lugar, um Esfigmomanômetro. Isso mesmo. O que faz um Esfigmomanômetro, o próprio que deu nome a esse simplório texto? Ele estava acompanhado de um enfermeiro, pelo menos assim estava escrito num jaleco branco, que de branco só tinha pequenas partes, porque o tom amarelado o tomava por inteiro. Tal enfermeiro ”atendia” numa barraca, a qual possuía uma placa na parte superior onde dizia: “ PRESSÃO 1 REAL E TESTE DE DIABETES 6 REAIS”. Impressionado, eu, na minha santa ignorância, aprendi um pouco do real sentido da palavra Diversidade. Quer conhecer também o que vem a ser essa “santa palavra”? Visite a Feira Central de campina grande.


Thiago Xavier

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